terça-feira, 1 de novembro de 2011

Amizade

      Pra mim a amizade é a palavra mais bonita que existe, quando ouço logo penso em sentimentos, risadas, abraços, besteiras, idiotices .. Me sinto feliz por poder dizer que eu tenho amigos verdadeiros, amigos que sei que posso contar pra tudo, qualquer momento, qualquer coisa! Só de imaginar perder um amigo já me dar uma dor no peito, uma angustia, uma coisa ruim. Hoje mesmo, dia 01.11.2011 eu tive um sonho, pra mim foi um dos piores sonhos que eu já tive. Foi assim:
      Eu morava em uma casa diferente, de frente pra uma praia cheira de rochas, era um lugar, que por mais que tenha praia, nunca fazia sol era sempre nublado, frio, sombrio. Eu estava na varanda quando derrepente o pai da Lary, minha melhor amiga, chega com ela nos ombros, eu via o pavor nos olhos dele, eu via o medo, a angustia, pois ele estava carregando ela morta. Ela estava na praia e resolveu entrar no mar e se afogo. Quando eu vi ela, eu não conseguia me mexer, senti um peso sobre meu corpo, uma dor no peito, uma vontade de "estar" no lugar dela. O pai dela há coloco em cima de um sofá de cimento e foi ai que eu pude há ver direito, ela estava bem branquinha, com a boca rocha, eu não consegui acreditar no que estava diante dos meus olhos, pra mim era uma coisa surreal. Em um impulso nervoso, eu ergui as mãos e encostei nela, sua pele era fria, úmida, igual a da minha mãe estava quando eu há vi morta. Derrepente começo a chegar várias pessoas que eu nunca vi, era a familia dela que havia chegado para o velório, eles traziam nas mãos varias florzinhas brancas. Quando eu via essas pessoas eu ficava me perguntando: Porque elas estão aqui? A Lary não vai me deixar! Eu não conseguia acreditar que a minha amiga estava morta. Enquanto eu olhava essas pessoas tudo em volta de mim girava, eu via o rosto dessas pessoas rodando em minha mente, tudo muito confuso. Eu fechei bem os olhos e quando abri olhei ela novamente, era como se ela tivesse dormindo, seu rosto estava suave, linda. Eu senti uma mão em meu ombro, quando me virei vi que era a minha mãe, ela estava de branco, com uma expressão serena no rosto, como um anjo. Eu sai correndo pro jardim, me metendo no meio daquelas pessoas todas, sai sem rumo, sem sabe aonde estava indo, quando cheguei perto do portão eu pensei: eu não posso deixar minha amiga e voltei. Entrei novamente na casa, ela estava no quarto. Abri a porta e o corpo dela não era mais de uma menina de 15 anos, era o corpo de um bebê, bem branquinho e com uma roupinha rosa. Eu fui chegando perto bem lentamente, eu queria andar mais rápido, mais meu corpo não correspondia. Nisso eu vi que ela estava respirando, eu via seu pequeno peito se mexendo, eu automaticamente encostei nela, assim que minha mão há toco ela abriu os olhos, no mesmo instante eu agarrei ela, peguei no colo e fui correndo com ela para o meio do povo, eu avistei os pais dela e gritei ; Ela esta viva! sua mãe veio correndo até a mim, pegou ela dos meus braços, aperto forte e caiu de joelhos no chão e eu acordei.
       Eu passei o dia todo com a imagem dela morta em minha cabeça, quando a vi eu a abrasei forte, tentando mostrar pra mim mesma que aquilo não passava de um sonho. 


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